quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Os lagos, os cisnes, os moinhos, as pontes e a Red Light

Dia 7 dos 16 do InterRail
O ambiente abafado da noite anterior, previa-se que fosse devido à intensa chuva e trovoada no dia seguinte. Com ela, veio o frio. Levantámo-nos mais tarde na esperança de o tempo acalmar e deixar-nos passear sem nos molhar muito.

Antes de irmos até Amsterdão fazer a reserva do comboio para Praga e visitar melhor a cidade, passeámos pelos arredores de onde o Francisco mora. Com a passeata, descobrimos que está repleto de lagos enfeitados de belos cisnes, gansos, patos, gaivotas e outras aves que não conseguimos identificar.


Com frio, mas contentes com o que viamos, apreciávamos cada recanto, cada ponte, cada edifício, cada casa, cada janela, cada porta... Parece que nos convidavam a entrar de tão bonitas e simpáticas serem, sem preconceito ou receio de invasão de privacidade, somente preocupadas com cada raio de sol que as invada. Dá vontade de entrar a par com ele.

































Finalmente, conseguimos ver bem de perto dois dos inúmeros moinhos característicos deste país e que fazem as delícias dos turistas.


Ao som do Jack Johnson, tomámos o melhor café expresso dos dezasseis dias, num barco que se transformou num bar e com uma vista primorosa.



Entretanto, ouviu-se uma música que curiosamente tinha o seguinte refrão :" Everywhere you go allways take the weather with you". Sem dúvida, excelente para recarregar energias e não nos intimidarmos com o temporal que encontrámos em Amsterdão.

Antes da reserva e com 1/2 guarda-chuva a abrigar-nos da chuva que de repente se transformou em aguaceiro, vagueámos pelas ruas da cidade, no sentido de fazer o reconhecimento de terreno de Amsterdaim Central City. Deparámo-nos com a inevitável Red Light District. Senhoras entre os 18 e os 90 anos, decoravam as montras e satisfaziam assim, os olhares mais indiscretos e curiosos de quem passava.


De volta à Central Station e apesar de mais de uma hora de espera, completamente encharcadas, no balcão informam-nos "You don`t need reservation", como quem diz em português, "foi uma perda de tempo, vão mas é para casa tomar um banho antes que adoeçam".

E assim foi. Tomámos um banho rápido, mas quentinho e às 18h33, apanhámos o bus 33, com paragem em Estec para visitarmos a ESA (European Space Agency), onde o nosso anfitrião trabalha. Depois, novamente de carro, fomos à parte "in" da zona, junto à praia banhada pelo Mar do Norte. Jantámos por lá, num restaurante chinês em que o pôr do sol fazia de cenário.


No dia seguinte, às 5h da manhã deixávamos a Holanda. Despedimo-nos com a promessa de voltar. Desta vez em Maio, onde poderei ver os maravilhosos campos repletos de tulipas, a minha flor preferida.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

De Den Hagg a Leiden

Dia 6 dos 16 de InterRail

Nem o barulho do berbequim, devido às obras em casa da Sílvia e Wibe, nos incomodou e acordámos bem dispostas, num dia soalheiro e quente, em Den Haag. Um ambiente holandês completamente atípico.

Tomámos um café expresso, numa requintada esplanada, perto do famoso Tribunal de Haia.
Após uma caminhada pela zona comercial da cidade, dirigimo-nos para o Escher Palais. Um antigo palácio que foi transformado em museu em homenagem ao artista MC Escher.


Um museu de três pisos muito acolhedor .
Vimos alguns originais de madeira cravada, com que Escher pintou muitas das suas litografias de paisagens, auto-retratos, etc. Mas Mauritus C. Escher, é conhecido pela forma enigmática com que desenha. Os jogos de (as)simetria, as escadas que sobem e descem em simultâneo, as metamorfoses animais que se repetem infinitamente e o explorar dos limites entre a tridimensionalidade e a bidimensionalidade, fazem dele um ser único que teve uma capacidade ímpar de criar ilusões ópticas.













Depois, seguiu-se a Mauritshuis Den Haag. Era lá que estavam as obras mais emblemáticas de Vermeer. Embora nos cedessem gratuitamente o autoguia, não foram flexíveis na questão das fotografias. Totalmente proíbido qualquer tipo de registo fotográfico, avisaram. Só que mesmo assim e, tratando-se de duas turistas bem tugas, ignorámos o aviso e, discretamente, tirámos algumas a que apelidámos de "fotos à socapa", para que pudessem comprovar que estivémos bem perto do quadro " A rapariga de brinco de pérola", de Vermeer.

Surpreendeu-nos pelo tamanho. Imaginávamo-lo maior.

Já ultrapassando em muito a hora de almoço, decidimos seguir a sugestão da Sílvia e procurar o La Place no V& N, onde podíamos matar as saudades de uma bela sopa. Cheguei à conclusão, que tenho de ensinar aquele povo, como é que se faz uma sopa de verdade. Escolhi o que eles chamam de sopa de vegetais. É muito fácil descrevê-la. Simplesmente água fervida com sabor a caldo knorr, meia dúzia de massas e algo de verde, para que justificasse o nome.

Mais tarde e a continuar a ter saudades de sopa, fomos despedirmo-nos da família Martinho que tão bem nos acolheu. Na estação de Leiden, às 18h30, estava um vaguense habita há alguns anos naquela cidade, à nossa espera.

O Francisco, fez-nos uma visita turística de carro e mostrou-nos o quão Leiden é bonita e simpática. Também levou-nos a provar as belas cervejas holandesas, numa esplanada, com vista sobre os inúmeros bares recheados e animados que enfeitavam o canal.


A noite estava fantástica! Quente e com um luar perfeito! Decidimos então, depois de um belo jantar num restaurante italiano, contemplá-la novamente numa esplanada. Só o pudemos fazer até à meia noite, uma vez que é norma na Holanda, os bares fecharem a essa hora. Leis estranhas...Contra-sensos de um país onde o liberalismo impera!

Acatámos e antes de ir para casa, passeámos a pé pela pacata cidade de Leiden.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O primeiro contacto com terras holandesas

Dia 5 dos 16 do InterRail

Ainda em Paris, mas já no comboio em direcção a Amsterdão, tivémos um contacto imediato com a Mónica de Aveiro e Isabel de Valongo, duas "interrailers" com o mesmo destino.

As nossas colegas, tornaram-se uma excelente companhia, com histórias mirabulantes em que o riso e gargalhadas, foram uma constante. Na troca de comboio em Bruxelas, entrámos e instalámo-nos, claro que inadvertidamente, 30 minutos em 1ª Classe.
A viagem de Bruxelas até Amsterdão, foi um quanto ou tanto atribulada. Primeiro, fomos alvo de uma busca de emigrantes ilegais. Não escapámos à identificação e apercebemo-nos que um casal africano que estava por detrás de nós, foi "convidado simpaticamente" a sair. Os quatro agentes, fizeram questão de os acompanhar. Poucos minutos, já em terras holandesas, o comboio em que seguíamos, pára no meio do nada por avaria. "Unknown problem", segundo os senhores, uma hora e meia, segundo nós, de espera.
O plano das quatro, era abancar na estação, mas visto que era proibido permanecer por lá, optámos pelo plano B, encontrar o Hostel Stay Okay. Não havia nenhum taxista que nos levasse até lá, uma vez que nos diziam que era demasiado perto da Central Station, de onde saímos.
Fomos obrigadas a vaguear pelas ruas, até às quase 3h da amnhã, entre bêbedos, drogados, prostitutas, travestis e transexuais, em busca do hostel. Diz que quatro raparigas, com mochilas às costas e mapas na mão, típico ar de turistas, são um alvo fácil para pessoas que têm o hábito de andar a deambular, com ar estranho, por ruas recônditas de Amsterdão. Em título de desespero, demos por nós a entrar num hotel, com ar manhoso e, que só não ficámos por lá, porque nos pediram 190€. No dia seguinte, descobrimos que se tratava de um motel.


Eis que chegámos ao destino - Stay Okay Amsterdam, Stadsdoeien Kloveniersburgwal, 97. Pagámos os 29€ mais mal pagos na história da hotelaria mundial. Cama em dormitório de 16 camas, mal cheiroso e com direito a dividir balneários, que embora estivessem devidamente identificados, havia hóspedes que ignoravam as indicações e, fizeram deles, balneários mistos. O que valeu, é que a adivinhar tal coisa, levantámo-nos bem cedo.

Ainda em Amsterdão, na Central Station, despedimo-nos da Isabel e Mónica.

Demos uma pequena volta pela cidade e apanhámos o comboio com destino a Den Haag (Haia), Newtonstraat 301, onde tínhamos uma sumptuosa recepção à nossa espera - a família Martinho.

Considerámos que durante toda a nossa estadia pela Holanda, houve um interrégno do que se pode chamar a um InterRail. Tivémos um ambiente familiar, onde até nos foi servido frango guizado, com massa e vegetais e acompanhado de vinho tinto.


Na nossa segunda noite holandesa, deitámo-nos relaxadas e felizes, a sonhar com o Escher Palais e Mauritshuis do dia seguinte.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Au revoir

Dia 4 dos 16 do InterRail



Depois de uma noite bem dormida e antes de irmos ao Louvre, fomos até à Gare du Nord, fazer a reserva no comboio da tarde, com destino a Amsterdão.
Às 9h40 já estávamos dentro do Louvre, a percorrer os corredores do palácio. Finalmente, a uma distância de 4 metros, com um vidro à prova de bala e um segurança em cada ponta, suspirámos por estar diante do quadro mais famoso do mundo.



Mais tarde, deambulámos pelas restantes salas, onde nos deparámos com esculturas de um enorme carisma com mensagens poderosas e duma perfeição que só o Michel Angelo era capaz.

À medida que percorríamos, éramos surpeendidas pela quantidade de obras que enfeitavam o museu. E por termos escolhido o álbum "Viva la Vida" dos Coldplay, como banda sonora desta nossa aventura, eis que numa das salas nobres, estava exposto um dos mais famosos quadros de Eugéne Delacroix e que serviu de inspiração para a banda, para que fosse a capa do álbum.


Quatro horas e meia passaram num instante. O tempo fora dividido por entre salas, corredores, jardins e cafés no museu.
Entretanto, decidimos despedirmo-nos, convenientemente da cidade, antes de apanharmos o comboio que estava marcado para as 19:25h, que nos levava até Holanda.

Sobre um dia de sol maravilhoso, como é raro em Paris, voltámos à Rue St Andre des Arts, para almoçar. Mais tarde, numa bela esplanada, depois de um belo café expresso, escrevemos os postais, que prometemos enviar, antes de partirmos.

Sentimos que o primeiro objectivo estava cumprido. Não houve nada naquela cidade que não fosse visto por nós. E a prova disso, foi o mapa ter ficado desfeito e riscado de tanto o estudarmos.
Fica a vontade de lá voltar!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Je t`aime Paris

Dia 3 dos 16 do InterRail


Alvorada às 7h. Tínhamos pressa, porque adivinhávamos a fila interminável à porta do Museu D`Orsey. Surpreendidas pela informação que, como se tratava do primeiro domingo do mês, a entrada era gratuita, agradecemos e entrámos, com um sorriso maior.

Finalmente, estávamos sob o famoso relógio, que enfeita o sensacional edíficio, que antigamente, albergou uma estação ferroviária.
Ver obras de Monet, Manet, Degas, Delacroix, Renoir, Whistler, Cezanne, Gaugin e Van Gogh, eram o nosso principal objectivo. Mas, depressa nos deixámos encantar pelas centenas de obras espalhadas pelo museu.


Almoçámos debaixo de chuva, na Rue St. André des Arts. Eis que o sol a venceu e, proporcionou-nos uma tarde seca para visitarmos o que faltava. Fizémos, então, o "check it" à Catedral Notre Dame, Moulin Rouge, Pigalle e Pére Lachaise. Devido à distribuição alimentar aos mendigos, infelizmente, não pudemos, visitar o túmulo do Jim Morrison. Fica para a próxima!


























Mais tarde, fomos vislumbrar a vista, ao Sacre Coeur e a Montmatre, onde extasiámos com a vista, e perplexamos, com a quantidade de artistas anónimos que fazem a delícia dos turistas, com a sua arte. Devo dizer, que este local, é por si só, histórico e inspirador. Era aqui, que Monet, Manet, Cezanne, Renoir e outros tantos, se inspiravam e pintavam, o que hoje são, consideradas, as maiores obras mundiais. Para além do mais, foi maravilhoso, ver bem de perto, o local, onde Amélie Poulain, passeava e vivia as suas fantasias. (Le Fabuleux Destin d`Amelie Poulain é um dos meus filmes preferidos).

Na estação de metro de Montmatre, pude saciar a minha vontade de comer uma espiga de milho assada. A clandestinidade era atroz naquelas bandas. Por momentos, pensámos que nos tínhamos enganado e saído numa cidade perdida do norte de África.

Depois de um breve descanso na pousada, decidimos ir contemplar Paris by night. Comprovámos que é muito mais linda, porque, parecendo que não, o silêncio toma conta dela e torna-a mais encantadora.


Também vimos a Torre Eiffel, mas a falta de bateria, impossibilitou-nos de registá-la iluminada. Precalços de quem andava pelas ruas parisienses desde manhã cedo, com uma infindável vontade de registar cada recanto de Paris. Esta cidade faz jus à fama!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

InterRail: Le premiére jour en Paris


Dias 1 e 2, dos 16 de InterRail.
Partida, confortavelmente, às 16h33 de Aveiro, no dia 1 de Agosto. Apanhámos com as cautelas do costume, mas com uma ansiedade imensa, o primeiro comboio desta aventura. Passados 40 minutos, estávamos a lanchar na Pampilhosa, a fazer tempo de apanhar o seguinte, com destino aos Pirinéus.

A viagem de Pampilhosa até Handaya, foi no mínimo, um descobrir de estórias brasileiras, em que a narradora foi a Tamára, colega de carruagem. No final, houve troca de "balas" que serviram para adoçar a nossa amizade.

Às 9h30, do dia seguinte, eis que chega o tão esperado TGV, que nos levava à ansiada capital francesa. Seria uma viagem perfeita, se não fosse o fernezim que houve de troca de lugares, a família com três crianças incrivelmente energéticas, a companhia do lado emitir uns ruídos sonolentos e o enjoo expressivo da figura frontal.

Às 14h30 chegámos a Paris. Não nos desiludindo, foi assim que a cidade nos recebeu. Cinzenta, como sempre nos habituou.

Na Gare de Montparnasse, apressámo-nos em alugar "consignes", de forma a descansar as costas da pesada mochila e, mais leves, percorrêssemos o Champ Elysees (La vie en rose), deslumbrássemos bem de perto a famosa torre e passássemos na ponte de La Concerne, que de tons cinzento e dourado, nos dá uma passagem deslumbrante sobre o Sena, proporcionando uma vista sumptuosa sobre uma parte da cidade.




Mais tarde, regressámos à Gare de Montparnasse. A incapacidade de troca de informação em inglês, levou-nos ao Alexander, brasileiro, em doutoramento na Universidade de Aveiro, que com a sua elevada simpatia e gentileza, fez-nos a reserva no Aubergue de Jeunesse d`Artagnan, rue Vitruve - 75020 Paris. A rua, faz lembrar Da Vinci, mas tanto a zona como o hostel, tinham muito pouco de magnífico. Foi a pensar na nossa categoria de "turista de pé rapado" e nos imensos dias que tinhamos pela frente, que nos levou até lá. Privacidade, não fazia parte das normas do D`Artagnan. 19€ a noite, com direito a um pequeno almoço medíocre, partilha de balneários medianos, como também, a dividir quarto com duas sul coreanas, felizmente de fácil trato e simpáticas, que por terem nomes de extrema dificuldade para a memória ocidental, rapidamente lhes alcunhei de Shop Suey e Shao Min.

Depois de um banho, deitámo-nos cansadas, a pensar no D`Orsey e no Louvre e, no quão excitante iria ser no dia seguinte, vermos obras emblemáticas que tanto gostamos e apreciamos, mas que sempre nos habituámos a ver em livros de história de arte e enciclopédias.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O essencial é invísivel aos olhos

Se me perguntarem qual a imagem que trago do meu InterRail, rapidamente respondo, esta:


Lembro-me e arrepio-me, só de relembrar, na emoção que sentimos, quando vimos este casal de sem-abrigo húngaros a dormir. De facto, parece que ele é o príncipezinho que cuida da sua rosa, que considera-a como sendo a coisa mais amorosa e rara do universo.
É uma imagem que transmite uma ternura imensa, capaz de pensar que cada vez mais o egoísmo e outros valores predominam e, todos parecem esquecer de que só se vê bem com o coração. O essencial é invísivel aos olhos.

Agora, aproveito este "post", onde falo de carinho e amor, para agradecer a todos os que me proporcionaram um dia de aniversário tão feliz. Foi sem dúvida um dia repleto de surpresas. A cereja no topo do bolo, foi a festa surpresa que com tanto carinho me prepararam, sem eu desconfiar de nada. O que se adivinhava ser um dia pacato, tornou-se num turbilhão de emoções e a prova de que tenho os melhores amigos do mundo!

Obrigada por serem meus.

sábado, 16 de agosto de 2008

O nosso rasto pela Europa


Eis que um sonho foi concretizado, cheio de aventuras, tal como prevíamos.
Provamos que somos mais fortes do que as franzinas que parecemos ser.
Agora, com licença, vou matar saudades do meu pessoal. Duas semanas podem parecer pouco, mas não consigo viver longe dos meus fiéis amigos.
Mais tarde, tratarei de relatar a nossa aventura, nos dezasseis dias que andamos perdidas por aí.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mochilas nas costas e mapas na mão, a Patrícia e Ana aqui vão!


Li há tempos num artigo perdido num diário qualquer, que há uma crendice popular que acham que Agosto é o "mês de desgosto". A verdade é que esta crença popular, não é somente um ditado popular com trocadilho, é, também, uma superstição internacional de grande aceitação entre as pessoas. As duas Guerras Mundiais iniciaram em Agosto, mesmo mês em que Hiroshima e Nagazaki foram destruídas pela bomba atómica.

Coincidências ou não, é neste mês que outro feito histórico vai dar início. A Europa vai ser invadida e render-se aos pés de duas moçoilas de corpo frágil, mas com uma força e coragem imensa, capaz de conquistar tudo e todos em dezoito dias.

A conquista começa por um lugar sentado no comboio, em Aveiro, às 16h33m, que nos levará até Coimbra, de seguida para Pampilhosa, Vilar Formoso, Pirinéus e aí, o TGV com destino a Paris. É de lá que tudo começa!

Como sabemos e prevemos a fome que aí vem, ontem, tivemos a sobremesa da nossa vida!





Agora, está tudo a postos!!!